Angola deve afirmar-se como destino de produção e investimento no agronegócio
O evento constitui uma plataforma para aprofundar as relações económicas entre Angola e Brasil.
Foto: DR
Nilwa António
Jornalista, fotógrafo e editor-chefe
Angola deve afirmar-se não apenas como um mercado consumidor, mas como um destino de produção e investimento no agronegócio, com capacidade para abastecer o mercado interno e alcançar outros mercados africanos.
A posição foi defendida pelo presidente do LIDE Angola, Venceslau Andrade, durante o Fórum do Agronegócio Angola–Brasil, realizado esta quarta-feira, em Luanda.
Promovido pelo LIDE Angola sob o lema “Produzir Mais, Exportar Melhor: Caminhos para a Diversificação da Economia Angolana”, o encontro colocou o agronegócio no centro do debate sobre a diversificação da economia nacional, reunindo governantes, empresários, investidores, instituições financeiras, produtores e especialistas.
Na sua intervenção, Venceslau Andrade defendeu a necessidade de se criar um ambiente de negócios capaz de estimular a produção nacional, reduzir a dependência das importações e aumentar a capacidade de exportação de Angola.
Para o responsável, o país tem condições para se posicionar como uma plataforma agrícola com capacidade de abastecimento regional.
O Fórum abordou temas como investimento, inovação tecnológica, financiamento, produção animal, logística, infra-estruturas, biotecnologia e acesso aos mercados internacionais, considerados fundamentais para o desenvolvimento do sector e para a criação de novas oportunidades de negócio.
Entre os participantes estiveram o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac Francisco Maria dos Anjos, em representação do ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano; o ministro do Turismo, Márcio Lopes Daniel; o fundador do LIDE, João Doria; e o presidente do LIDE Angola, Venceslau Andrade.
Durante o encontro foi igualmente assinado um protocolo de cooperação entre o LIDE Angola e a Câmara de Comércio Angola-Brasil, com o objectivo de reforçar as relações empresariais e as oportunidades de investimento entre os dois países.
Para João Doria, fundador do LIDE, o evento constitui uma plataforma para aprofundar as relações económicas, bilaterais, culturais e históricas entre Angola e Brasil, defendendo o país africano como parceiro estratégico para a expansão da presença brasileira em novos mercados.
O encontro reforçou uma visão comum sobre o papel do agronegócio na economia angolana: atrair investimento, incorporar tecnologia, aumentar a produção, agregar valor localmente e transformar o sector num dos motores da diversificação económica do país.
Comentários (0)
Junte-se à conversa
Para partilhar a sua opinião de forma segura, precisa de ter uma conta.
Ainda não há comentários. Seja o primeiro a participar.
