Luanda, Angola
Sociedade

Angola recebe 861 profissionais de saúde após formação no exterior

O Projecto de Fortalecimento dos Recursos Humanos em Saúde já trouxe de volta ao país 861 bolseiros, enquanto outros 99 profissionais se preparam para iniciar formação especializada no exterior.

Angola recebe 861 profissionais de saúde após formação no exterior

Foto: DR

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Redacção

6 out 2026
5 min de leitura
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Os dados foram apresentados na segunda-feira, 5 de Outubro, durante uma cerimónia realizada no Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha “Pedalé”, em Luanda, segundo noticiaram OPAÍS e o Jornal de Angola.

Os profissionais regressados concluíram formações em áreas como neuroanestesiologia, neonatologia, saúde mental, farmacologia clínica, análises clínicas, endoscopia respiratória, cuidados de pacientes críticos e hotelaria hospitalar.

O coordenador técnico do projecto, Job Monteiro, anunciou que a estratégia passará a privilegiar equipas multidisciplinares nos cuidados primários. A formação de médicos de Medicina Geral e Familiar deverá, por isso, ser acompanhada pela preparação de enfermeiros e técnicos capazes de prestar assistência integrada nas comunidades.

Job Monteiro anunciou também o reforço da telemedicina, para permitir que profissionais colocados em municípios distantes dos grandes centros recebam apoio de especialistas. A medida poderá reduzir encaminhamentos desnecessários e melhorar a capacidade de diagnóstico nas unidades com menor disponibilidade de quadros especializados.

O programa prevê a especialização de 3.000 médicos e inclui formações em Saúde Pública e Entomologia, áreas relevantes para os cuidados primários e para a prevenção e controlo de doenças.

A iniciativa integra o Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde, lançado pelo Ministério da Saúde com financiamento do Banco Mundial. A meta oficial estabelecida no lançamento do projecto era formar 38 mil profissionais entre 2024 e 2027, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnicos de diagnóstico e terapêutica, pessoal de apoio hospitalar e funcionários do regime geral. O plano determinava que 80% da formação fosse realizada em Angola e 20% no exterior.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde em Setembro indicavam que 21.713 profissionais já tinham beneficiado das diferentes componentes do programa, correspondentes a 57,13% da meta de 38 mil. Os 861 bolseiros agora contabilizados representam apenas os profissionais enviados ao exterior que já regressaram, e não o universo total de beneficiários.

O impacto efectivo da formação dependerá da integração e distribuição destes especialistas pelas unidades sanitárias, sobretudo nos municípios com maior carência de quadros. As fontes consultadas não apresentam, por enquanto, a repartição dos 861 profissionais por província, especialidade ou hospital.

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