Aos 38 anos, Djokovic mantém fervor e garante estar longe de se aposentar do ténis
“Por que parar, enquanto ainda tenho essa chama?”

Novak Djokovic em ação na semifinal do Australian Open • Reprodução/X/Australian Open
Foto: DR
Paulo Massunda
Jornalista e CEO
O sérvio e número três do mundo, Novak Djokovic, afirmou que não vê motivos para encerrar a carreira, uma vez que continua motivado para competir e acredita ser ainda capaz de derrotar os melhores jogadores do circuito.
Aos 38 anos, Djokovic derrotou o então campeão Jannik Sinner numa emocionante meia-final do Australian Open, em Janeiro, antes de ser superado na final pelo número um do mundo, Carlos Alcaraz.
O desempenho reforçou que o sérvio continua competitivo nos maiores palcos do ténis.
“Foi uma sensação incrível conseguir vencer o Sinner em cinco sets, numa das partidas épicas que disputei recentemente na Austrália, e depois ter outro grande jogo contra o Carlos, que no fim foi simplesmente melhor”, disse Djokovic a jornalistas durante o Indian Wells.
O tenista declarou ainda que para ele foi um resultado fenomenal, expressando ter mostrado a si mesmo, mas também aos outros, que ainda pode competir no mais alto nível “e vencer esses jogadores”.
Diante disso, o jogador explicou que pretende seguir competindo enquanto mantiver a motivação.
“Então a minha lógica é: por que parar, enquanto ainda tenho essa chama, esse talento, qualidade e motivação para continuar?”
Calendário mais selectivo
Djokovic, dono de 24 títulos de Grand Slam, afirmou que actualmente prefere montar o próprio calendário de forma mais selectiva.
A programação gira sobretudo em torno dos quatro torneios do Grand Slam e de alguns eventos preparatórios. Entre eles está também o torneio de Indian Wells, disputado no deserto da Califórnia, onde o sérvio já conquistou cinco títulos.
“Eu realmente gosto da emoção da competição”, exprimiu, tendo realçado que gosta de entrar em quadra diante dos fãs e continuar competitivo.
Ademais, realçou que ainda é o número três do mundo, então não crê que esteja mal em termos de ranking, resultados e desempenho.
“Portanto, ainda sou competitivo, ainda tenho esse diferencial e vou continuar jogando enquanto sentir vontade”, concluiu.
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