Luanda, Angola
Desporto

ATP leva ténis para realidade imersiva: adeptos poderão “sentar-se” junto ao court sem estar no estádio

A ATP Media fechou um acordo global de três anos com a L1VE para transmitir torneios do circuito masculino em 3D imersivo de 360 graus e resolução até 14K. A estreia acontece já em Outubro, no Masters 1000 de Xangai.

ATP leva ténis para realidade imersiva: adeptos poderão “sentar-se” junto ao court sem estar no estádio

Foto: DR

Pa

Paulo Massunda

Colaborador

15 set 2026
5 min de leitura
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O acordo, anunciado pela ATP Media, braço de transmissão e direitos audiovisuais do circuito masculino, e pela tecnológica L1VE, cria uma nova forma de acompanhar o ténis profissional: através de dispositivos de realidade imersiva, o espectador poderá escolher posições virtuais dentro do recinto, incluindo perspectivas junto à linha de fundo e da zona dos treinadores.

A parceria entra em vigor a 1 de Outubro de 2026 e prolonga-se até 31 de Dezembro de 2028. Abrange os nove Masters 1000, Nitto ATP Finals e torneios ATP 500 e ATP 250, incluindo transmissões em directo, melhores momentos e repetições.

O primeiro grande teste comercial será o Rolex Shanghai Masters, em Outubro. Três eventos ATP deverão receber a tecnologia ainda esta temporada, antes da implementação mais ampla a partir de 2027. O sistema já foi testado durante 2026 nos torneios de Miami, Madrid, Roma e Stuttgart.

A tecnologia produz imagens estereoscópicas em 360 graus, 3D e até 14K, utilizando câmaras colocadas em diferentes pontos do recinto. O objectivo é permitir que alguém em Luanda, por exemplo, possa colocar um dispositivo compatível e ter uma perspectiva próxima da de um adepto sentado junto ao court em Xangai. Entre os equipamentos suportados estão Apple Vision Pro e Meta Quest.

Há ainda uma mudança interessante no modelo comercial. Em vez de uma assinatura tradicional de streaming, a L1VE pretende vender “bilhetes virtuais”: o adepto poderá comprar um passe para acompanhar todos os encontros do court central num determinado dia ou adquirir acesso ao torneio completo.

Tom Bullock, director de operações da ATP Media, explicou que a experiência imersiva será complementar à televisão e ao streaming convencional. Para a ATP, o acordo cria simultaneamente uma nova forma de chegar aos adeptos que não conseguem deslocar-se aos torneios e uma nova categoria de direitos audiovisuais.

A dimensão do acordo torna-o particularmente relevante: não se trata de testar realidade virtual num único encontro ou torneio. A ATP Media licenciou uma parte substancial do circuito mundial por três temporadas, transformando a experiência imersiva num produto comercial separado das transmissões tradicionais.

Para mercados geograficamente distantes dos grandes torneios, incluindo Angola, a tecnologia poderá ter uma consequência interessante: reduzir a distância entre assistir a uma partida através de um ecrã e experimentar a perspectiva de quem está fisicamente dentro de uma arena.

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