Benzzecchi vence grande prémio da Tailândia e Acosta estreia liderança na tabela classificativa
O espanhol Marc Marquez não conseguiu terminar a corrida.
Foto: DR
Paulo Massunda
Jornalista e CEO
Numa tarde decisiva para o motociclismo de velocidade, onde mais de duas bandeiras vermelhas foram içadas devido a acidentes durante a prova de moto 2, Marco Benzzecchi, na categoria Moto GP, a classe principal, liderou ontem a corrida da primeira à última volta, tendo terminado as 26 em 39m:36s, menos 5 segundos que o segundo classificado, Pedro Acosta.
O Circuito da Tailândia, onde se alinharam, neste domingo, 22 pilotos, é de 4,55 km, tendo 7 curvas à direita e 5 à esquerda.
Actualmente, quem libera a tabela classificativa na modalidade é Pedro Acosta. O jovem espanhol, de 21 anos, está a ter um óptimo início de temporada, sendo que acumula 32 pontos, fruto da vitória da corrida sprint realizada no sábado, que lhe rendeu 12 pontos, e agora 20 pontos do segundo lugar da corrida principal.
Tarde dramática para Marc Marquez com a perda da roda traseira
A tarde de domingo na Tailândia não foi apenas de alegrias e vitórias. O competidor espanhol Marc Marquez não conseguiu terminar a corrida porque, numa das curvas, a jante traseira danificou, perdendo toda a pressão. Em entrevista à imprensa, o actual campeão em título afirmou não saber o que se terá passado, porém mostrou-se feliz por estar bem, sendo que “poderia ter sofrido um acidente”.
Em relação à sua performance, Marquez respondeu que, apesar de ter pontos a melhorar, sente que está bem, reconhece que as marcas, tanto Aprilia quanto a KTM, estão muito competitivas, porém o pódio, algo para ele realístico, não se pôde concretizar, por conta do incidente, num momento em que se encontrava na disputa do terceiro lugar.
Brasil de volta ao grid com Diogo Moreira e o Grand Prix
Após uma ausência de quase duas décadas, o Brasil está de volta à MotoGP e em dose dupla. O Grand Prix da Tailândia, decorrido neste fim-de-semana, marca a estreia oficial de Diogo Moreira na classe rainha, como piloto da LCR, equipa satélite da Honda.
Diogo chega à categoria após uma performance estelar na Moto2 em 2025, entregando a maior remontada da história da classe intermediária, recuperando um déficit de 61 pontos para o então líder Manu González, após o GP da França, para terminar campeão com 30 de vantagem para o espanhol.
A expectativa pela estreia de Diogo continua sendo enorme, por se tratar do primeiro brasileiro correndo na classe rainha desde a aposentadoria de Alex Barros, em 2007. Mas é preciso manter os pés no chão. O piloto ainda é estreante e segue em plena adaptação à moto numa Honda que se tenta reerguer na categoria após algumas temporadas no fundo do grid. O piloto ficou na 13ª posição, conseguindo 3 pontos que o colocam na 14ª posição da tabela.
E a outra presença brasileira vem logo na sequência: após 22 anos, o GP do Brasil está de volta ao calendário. A prova, realizada em Goiânia, será a segunda etapa da temporada 2026, com um contrato de cinco anos, o que garante o país até pelo menos 2030.
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