Chitotolo elimina constrangimentos no tratamento de minério com nova central
A inauguração enquadra-se nas celebrações dos 30 anos da empresa.
Foto: DR
Nilwa António
Jornalista, fotógrafo e editor-chefe
A Sociedade Mineira do Chitotolo (SMC) inaugurou, hoje, quinta-feira, na província da Lunda-Norte, uma nova Central de Recuperação e Processamento (CRP), infra-estrutura que permitirá eliminar constrangimentos no processo de tratamento de minério e aumentar a eficiência operacional da empresa.
A unidade, avaliada em cerca de 9 milhões de dólares, foi concebida para responder à existência de importantes reservas aluvionares, incluindo materiais residuais com teores de concentrado que podem atingir até 20%, cuja exploração vinha sendo limitada pela capacidade instalada anterior.
Com a nova central, a empresa passa a dispor de uma capacidade máxima de processamento de cerca de 120 toneladas por dia, o equivalente a 60 metros cúbicos de concentrado de diamantes, representando um aumento de aproximadamente 140% face ao sistema anterior.
Entre os equipamentos instalados destacam-se máquinas Flow-sort TSXR Twin Stage, sistemas de separação granulométrica, crivos de preparação, correias transportadoras, jet pumps e um sistema de monitorização por CCTV com recurso a inteligência artificial, segundo a nota a que o Noticiário teve acesso.
O presidente do Conselho de Gerência da SMC, Artur Gonçalves, afirmou que o projecto constitui um passo estruturante para a melhoria da eficiência e valorização do produto final. “Esta nova central aumenta a capacidade de tratamento, melhora a recuperação e incorpora tecnologia avançada, reforçando também a segurança operacional”, destacou.
A inauguração enquadra-se nas celebrações dos 30 anos da empresa e contou com a presença do ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, que sublinhou a importância do sector diamantífero para a economia nacional e incentivou à diversificação de investimentos no sector mineiro.
Com a entrada em funcionamento da nova CRP, a Sociedade Mineira do Chitotolo passa a ter melhores condições para explorar reservas anteriormente subaproveitadas, o que poderá contribuir para a extensão da vida útil da mina e para o reforço da sua posição como maior produtor aluvionar de diamantes em Angola.
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