Cisco eleva previsão de receitas impulsionada pela corrida global à inteligência artificial
A Cisco passou a prever receitas entre 62,8 mil milhões e 63 mil milhões de dólares...
Siandja De Oliveira
Jornalista estagiária
A Cisco Systems, Inc. reviu em alta a sua previsão anual de receitas, impulsionada pelo crescimento acelerado da procura por infra-estruturas ligadas à inteligência artificial, num momento em que empresas tecnológicas intensificam investimentos em centros de dados e redes de alta capacidade.
Segundo a Reuters, o aumento das encomendas relacionadas com IA levou a empresa norte-americana a melhorar as projecções financeiras para o ano fiscal de 2026, reforçando a percepção de que a empresa está a consolidar-se como uma das principais fornecedoras de infra-estrutura para a nova geração de sistemas de inteligência artificial.
A Cisco passou a prever receitas entre 62,8 mil milhões e 63 mil milhões de dólares, acima das estimativas anteriores, tendo revelado ainda que já acumulou 5,3 mil milhões de dólares em encomendas ligadas à IA neste ano fiscal e estima atingir cerca de 9 mil milhões de dólares até ao final de 2026.
Os resultados trimestrais também superaram as expectativas do mercado. No terceiro trimestre fiscal, a internacional tecnológica registou receitas de 15,84 mil milhões de dólares, impulsionando a valorização das acções, que chegaram a subir perto de 19% após a divulgação dos números.
Além do crescimento associado à inteligência artificial, a marca destacou que as encomendas de produtos de rede aumentaram mais de 50% em termos anuais, enquanto as soluções para centros de dados (“data center switching”) cresceram acima de 40%, reflectindo a expansão global da procura por infra-estruturas digitais avançadas.
Ao mesmo tempo, a empresa anunciou uma reestruturação interna que inclui a redução de cerca de 4 mil postos de trabalho, equivalente a menos de 5% da sua força laboral. E segundo a mesma, a medida pretende redireccionar investimentos para áreas consideradas estratégicas, como inteligência artificial, cibersegurança, chips personalizados e sistemas ópticos avançados.
O CEO da Cisco, Chuck Robbins, afirmou que as empresas que liderarem a nova era tecnológica serão aquelas capazes de deslocar rapidamente recursos para sectores com maior potencial de crescimento e criação de valor.
A movimentação da instituição acompanha uma tendência mais ampla entre gigantes tecnológicas, como Microsoft, Meta e Amazon, que têm vindo a reorganizar operações e investimentos para responder à corrida global pela inteligência artificial.
Mais do que um simples ajuste financeiro, os resultados da Cisco mostram como a IA está a redefinir prioridades estratégicas no sector tecnológico, influenciando investimentos, inovação e até decisões relacionadas com emprego.
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