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Desporto

Fim de uma era: Top 10 ATP fica sem Federer, Nadal ou Djokovic pela primeira vez desde 2002

O ténis masculino acordou esta semana com um marco histórico: nenhum membro do “Big Three” está entre os dez melhores do mundo pela primeira vez em quase 24 anos.

Fim de uma era: Top 10 ATP fica sem Federer, Nadal ou Djokovic pela primeira vez desde 2002

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Foto: DR

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Paulo Massunda

Colaborador

15 set 2026
5 min de leitura
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A actualização do ranking após o US Open retirou Novak Djokovic do Top 10. O sérvio caiu sete posições, do 5.º para o 12.º lugar, depois da eliminação na primeira ronda em Nova Iorque diante do argentino Mariano Navone. A Associated Press confirmou que é a primeira classificação desde Outubro de 2002 sem Djokovic, Rafael Nadal ou Roger Federer entre os dez primeiros.

O dado encerra uma das sequências mais impressionantes da história recente do ténis. Federer entrou no Top 10 em Outubro de 2002; Nadal chegou ao grupo em Abril de 2005 e Djokovic juntou-se posteriormente à geração que dominaria o circuito masculino durante quase duas décadas. Desde a entrada do suíço, pelo menos um dos três esteve sempre entre os dez melhores.

A ausência conjunta acontece num momento em que apenas Djokovic permanece em actividade. Federer retirou-se em 2022 e Nadal encerrou a carreira em 2024. Djokovic, agora com 39 anos, continua a competir, mas vive uma temporada marcada por dificuldades físicas e resultados abaixo dos padrões que estabeleceu ao longo da carreira.

O golpe decisivo no ranking aconteceu no US Open. Djokovic foi surpreendido por Mariano Navone, então número 49 mundial, por 7-6(5), 5-7, 4-6, 6-2 e 6-1. O sérvio sofreu problemas físicos durante o encontro, chegou a vomitar em court e acabou eliminado na primeira ronda de um Grand Slam pela primeira vez desde o Australian Open de 2006.

A dimensão da mudança torna-se ainda mais clara quando se olha para Outubro de 2002. Naquela altura, Lleyton Hewitt era número um mundial. Hoje, quase 24 anos depois, o filho do australiano, Cruz Hewitt, de 17 anos, já inicia a própria caminhada no circuito profissional.

Federer, Nadal e Djokovic terminaram as respectivas trajectórias de Grand Slam com números que dificilmente voltarão a coexistir numa única geração: 20 títulos para Federer, 22 para Nadal e 24 para Djokovic. A ATP confirma ainda que Djokovic detém o recorde de 428 semanas como número um mundial, além do máximo histórico de oito temporadas terminadas no topo.

A saída do sérvio do Top 10 não significa necessariamente o fim competitivo de Djokovic. Ele já tinha passado por situação semelhante entre 2017 e 2018, quando uma lesão no cotovelo o afastou temporariamente da elite antes de regressar ao número um mundial. Mas, desta vez, existe uma diferença histórica: Federer e Nadal já não estão no circuito para prolongar a presença do Big Three entre os dez melhores.

É, por isso, mais do que uma simples alteração semanal do ranking. Pela primeira vez para toda uma geração de adeptos, o Top 10 masculino existe sem qualquer dos três homens que redefiniram a era moderna do ténis.

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