Luanda, Angola
Desporto

Nadal volta a jogar 683 dias depois e reúne uma geração de campeões em Maiorca

Rafael Nadal voltou a competir diante do público quase dois anos depois da retirada e juntou Andy Murray, Dominic Thiem, Marat Safin e outras antigas estrelas numa celebração dos dez anos da sua academia.

Nadal volta a jogar 683 dias depois e reúne uma geração de campeões em Maiorca

Foto: DR

Pa

Paulo Massunda

Colaborador

5 out 2026
5 min de leitura
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Rafael Nadal voltou a pegar numa raquete em público no sábado, 3 de Outubro, em Manacor. O espanhol participou no Rafa Nadal Academy Slam, uma exibição criada para assinalar o décimo aniversário da sua academia e que representou a primeira aparição competitiva diante de espectadores desde o fim da carreira profissional. A ATP Tour — relato oficial do regresso de Nadal e a imprensa espanhola confirmam o acontecimento.

Tinham passado 683 dias desde a última partida profissional de Nadal, disputada pela Espanha nas Davis Cup Finals de 2024, em Málaga. O antigo número um mundial, hoje com 40 anos, deixou claro que não se tratava de um regresso ao circuito, mas a presença em court ofereceu uma rara oportunidade de voltar a vê-lo competir depois da retirada. AS USA

O formato colocou frente a frente duas equipas carregadas de história. Nadal liderou um conjunto formado por David Ferrer, Carlos Moyá e Richard Gasquet. Do outro lado, Andy Murray teve consigo Dominic Thiem, Marat Safin e Fabio Fognini.

Foram disputados sete tie-breaks de pares, cada um até aos dez pontos. A decisão chegou ao último: Nadal e Moyá derrotaram Murray e Fognini e fecharam a exibição em 4-3 para a equipa de Nadal.

O resultado, porém, foi secundário. O encontro reuniu cinco campeões de singulares de Grand Slam — Nadal, Murray, Safin, Thiem e Moyá — e vários jogadores que marcaram diferentes gerações do circuito.

O próprio Nadal admitiu que voltar a sentir a adrenalina da competição foi especial. Segundo a ATP, o espanhol disse ter desfrutado do reencontro com o público e com antigos adversários, embora tenha reforçado a natureza comemorativa da participação.

Murray também deixou uma revelação interessante sobre a influência do espanhol na sua própria formação. O britânico recordou que, quando ambos eram adolescentes, perguntou a Nadal como era a sua rotina e descobriu que o espanhol treinava duas ou três horas por dia e já batia bolas com jogadores como Moyá. Murray, nessa altura, treinava apenas algumas vezes por semana com a mãe.

Foi essa comparação, contou o antigo número um mundial, que o ajudou a perceber que precisava mudar a própria preparação e acabou por contribuir para a sua decisão de se mudar para Barcelona aos 15 anos.

A reunião teve ainda uma componente simbólica para Thiem. O austríaco, campeão do US Open de 2020 e antigo número três mundial, também abandonou o circuito devido aos efeitos prolongados de problemas físicos e voltou agora a dividir o court com jogadores que fizeram parte dos anos mais importantes da sua carreira.

Dez anos depois da abertura da academia, a celebração acabou assim por transformar-se numa fotografia de várias eras do ténis: antigos rivais novamente em court, já sem pontos, ranking ou Grand Slams em disputa.

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