Luanda, Angola
Economia

Odebrecht vai construir barragem e sistema de água para reforçar segurança hídrica no sul do País

O programa representa uma resposta estruturante a um dos maiores desafios históricos da região.

Odebrecht vai construir barragem e sistema de água para reforçar segurança hídrica no sul do País

Foto: Cedida

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Nilwa António

Jornalista, fotógrafo e editor-chefe

11 mai 2026
5 min de leitura
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A Odebrecht Angola vai participar na construção de duas infra-estruturas integradas no Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), nomeadamente, a Barragem de N’Ompombo, no rio Caculuvar, e o sistema de abastecimento de água ao município dos Gambos, incluindo as comunidades de Chiange e Chibemba, na província da Huíla.

As obras enquadram-se num programa nacional estruturado em 12 lotes, que representa um investimento estimado em mais de mil milhões de dólares norte-americanos, concebido para servir cerca de 1,5 milhões de pessoas, de modo a reforçar a segurança hídrica nas províncias do sul do país, uma das regiões mais afectadas pela seca.

De acordo com a nota a que o Noticiário teve acesso, o projecto inclui barragens, sistemas de captação e distribuição de água, canais adutores, estações elevatórias, furos, reservatórios e outras infra-estruturas críticas, com execução prevista até 2030.

Neste âmbito, a empresa será responsável pela execução dos Lotes H7 e H11, oficialmente consignados no dia 30 de Abril.

Para o Ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, não se trata de apenas do lançamento de uma empreitada pública, “mas do início de uma nova fase de esperança, segurança hídrica e oportunidades económicas para o sul de Angola”.

Citado no documento, o governante sublinhou que o programa representa uma resposta estruturante a um dos maiores desafios históricos da região (a seca cíclica) e aos seus impactos sociais, económicos e ambientais.

Por seu turno, o governador da província da Huíla, Nuno Bernabé Mahapi Dala, destacou que a província, em particular o município do Lubango, reflecte claramente os desafios ligados ao acesso sustentável à água potável, por conta da sua centralidade demográfica e relevância estratégica.

Segundo o mesmo responsável, “este projecto constitui um sinal inequívoco do compromisso colectivo na implementação de soluções estruturantes para um dos mais prementes desafios da região”.

Actualmente, os sistemas existentes garantem apenas cerca de 45.300 metros cúbicos de água por dia, cobrindo parcialmente as necessidades da população.

A implementação do PCESSA surge na intenção de uma melhoria significativa deste quadro, com impacto directo em mais de 370 mil pessoas, além de assegurar o abeberamento de aproximadamente 725 mil cabeças de gado e a rega de até 10 mil hectares de terras agrícolas.

 

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