Rune vence duas vezes no regresso após 11 meses parado e supera Dimitrov em batalha de três sets
Rune vence duas vezes no regresso após 11 meses parado e supera Dimitrov em batalha de três sets
Foto: DR
Paulo Massunda
Colaborador
Holger Rune protagonizou um dos regressos mais relevantes da temporada. O dinamarquês de 23 anos voltou aos courts na Davis Cup, depois de 11 meses sem disputar uma partida oficial, e terminou o fim-de-semana com duas vitórias em singulares. A ATP confirmou o regresso de Rune e a Davis Cup registou oficialmente as duas partidas.
Rune não competia desde Outubro de 2025, quando sofreu uma ruptura do tendão de Aquiles durante o torneio de Estocolmo. A lesão exigiu cirurgia e retirou do circuito durante praticamente uma temporada um jogador que já chegou ao quarto lugar do ranking ATP.
O primeiro teste aconteceu na sexta-feira, diante do búlgaro Iliyan Radulov. Rune venceu por 6-3 e 6-3, naquele que foi o seu primeiro triunfo oficial em 335 dias.
A verdadeira avaliação física e competitiva, porém, chegou no dia seguinte. Contra Grigor Dimitrov, antigo número três mundial e campeão das ATP Finals, Rune permaneceu em court durante mais de duas horas, perdeu o primeiro set e acabou por vencer por 3-6, 6-3 e 7-6(4).
O encontro teve ainda um teste psicológico importante. Rune chegou a servir para fechar a partida no terceiro set, permitiu o regresso de Dimitrov, mas recuperou no tie-break e venceu os três últimos pontos. Mais significativo depois de uma lesão desta dimensão: disputou a segunda partida em menos de 24 horas sem apresentar quebra física evidente.
A vitória manteve a Dinamarca viva na eliminatória do Grupo Mundial I e Elmer Møller completou posteriormente a recuperação diante da Bulgária, garantindo a permanência dinamarquesa neste nível da competição.
O regresso altera também o cenário individual de Rune. Os 11 meses de ausência fizeram o dinamarquês cair para o 144.º lugar do ranking ATP, muito distante do quarto posto que já ocupou. A própria Davis Cup confirma actualmente essa posição.
Antes da lesão, Rune já tinha conquistado um Masters 1000 e estabelecido presença regular entre a elite mundial. O objectivo imediato passa agora por reconstruir o ranking e, sobretudo, comprovar que o Aquiles suporta a sequência de torneios.
O calendário fornecerá rapidamente essa resposta. Rune pretende disputar Tóquio e o Masters 1000 de Xangai, seguindo depois para Basileia e Paris. Está igualmente previsto um regresso particularmente simbólico a Estocolmo — precisamente o torneio onde rompeu o Aquiles em Outubro passado.
Duas vitórias não permitem concluir que Rune regressou já ao nível que o levou ao Top 5. Mas vencer Dimitrov numa partida de três sets, depois de quase um ano sem competição, oferece um primeiro dado importante: o corpo resistiu e a capacidade competitiva sobreviveu à longa paragem.
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