Sul de Angola vai recuperar 617 sistemas de abastecimento de água rural
O Governo iniciou na Huíla um programa que prevê a reabilitação de 617 sistemas de água em cinco províncias do Sul, com início dos contratos marcado para 1 de Outubro.
Foto: DR
Redacção
O Programa de Reabilitação dos Serviços de Água Rural Geridos pela Comunidade foi lançado na terça-feira, 29 de Setembro, na província da Huíla, no âmbito do Programa de Acção Imediata (PAI) do Projecto de Resiliência Climática e Segurança Hídrica em Angola (RECLIMA).
Segundo o Jornal ÉME, que acompanhou o lançamento, a intervenção abrangerá 617 sistemas de abastecimento de água em cinco províncias do Sul de Angola. O programa prevê a recuperação de sistemas que se encontram inoperantes ou a funcionar de forma deficiente. Jornal Emé
De acordo com o Jornal 24 Horas, serão reabilitados furos, bombas de água, tanques e redes de distribuição, além do reforço das estruturas de protecção contra roubos e descargas atmosféricas. Do total de sistemas abrangidos, 307 funcionam com bombas alimentadas por energia solar e 310 são sistemas manuais.
Na Huíla, a intervenção deverá abranger todos os municípios da província. Os contratos de execução têm início previsto para 1 de Outubro de 2026 e deverão decorrer durante 24 meses, segundo as informações divulgadas no lançamento do programa.
A iniciativa é financiada pelo Banco Mundial e pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O Banco Mundial explica que o RECLIMA inclui, entre os seus componentes, a manutenção e reparação de sistemas rurais de abastecimento de água, além de investimentos em infra-estruturas para aumentar a disponibilidade e a segurança dos recursos hídricos.
O RECLIMA foi aprovado para apoiar Angola na resposta aos impactos das alterações climáticas e na melhoria da segurança hídrica. Segundo o Banco Mundial, o projecto conta com financiamento de 300 milhões de dólares, incluindo o co-financiamento da AFD, equivalente a 150 milhões de dólares.
O lançamento na Huíla reuniu representantes do Governo Provincial, da Direcção Nacional de Águas do Ministério da Energia e Águas, das Empresas Públicas de Água e Saneamento, equipas de fiscalização, empreiteiros e representantes das comunidades.
Durante o acto foram assinados os autos de consignação das obras e apresentados os planos de implementação, os mecanismos de monitoria e prestação de contas e os procedimentos de execução e fiscalização.
A intervenção ganha relevância num contexto em que o acesso regular à água continua a constituir um desafio para comunidades rurais, particularmente em zonas afectadas pela variabilidade climática e pela degradação de infra-estruturas. O Banco Mundial identifica a gestão dos recursos hídricos, a seca, as cheias e a resiliência climática como componentes centrais do RECLIMA.
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