Luanda, Angola
Desporto

Alonso critica “assassinato” de circuitos da F1 e pede mudanças para recuperar emoção das corridas

Fernando Alonso defendeu alterações na Fórmula 1 depois de considerar que vários circuitos históricos perderam parte do desafio e da emoção com a actual geração de monolugares.

Alonso critica “assassinato” de circuitos da F1 e pede mudanças para recuperar emoção das corridas

Foto: DR

Pa

Paulo Massunda

Colaborador

23 set 2026
5 min de leitura
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Fernando Alonso elevou nesta quarta-feira, 23 de Setembro, o debate sobre a qualidade das corridas da Fórmula 1, poucos dias depois de o Grande Prémio de Espanha, em Madrid, ter sido criticado por vários pilotos e descrito por alguns como uma prova em “procissão”.

O bicampeão mundial deixou claro que a preocupação não se limita ao novo circuito de Madrid. Para Alonso, algumas das pistas mais emblemáticas do calendário deixaram de oferecer ao piloto o nível de desafio que historicamente as distinguiu.

“Há circuitos que foram assassinados este ano”, afirmou o espanhol, numa entrevista citada pela Reuters, depois de apontar directamente para Silverstone, Spa-Francorchamps e Suzuka.

Alonso explicou que Silverstone já não lhe parece tão divertido, enquanto a passagem pela Eau Rouge, em Spa, perdeu parte da exigência que anteriormente caracterizava uma das curvas mais famosas do automobilismo. O espanhol incluiu igualmente a 130R de Suzuka entre os exemplos de zonas que já não proporcionam a mesma sensação ao volante.

As declarações surgem num momento particularmente importante para a categoria. A Fórmula 1 introduziu este ano uma nova geração de monolugares e unidades de potência, e já prepara modificações para 2027.

Alonso aponta também para a distribuição da potência

O piloto da Aston Martin F1 Team não colocou a responsabilidade apenas no desenho dos circuitos.

Alonso considera que a forma como a potência é actualmente entregue pelos novos motores também influencia a experiência de condução e defendeu um equilíbrio diferente entre a componente eléctrica e o motor de combustão.

A Fórmula 1 já anunciou alterações para 2027 precisamente na distribuição entre a potência eléctrica e a de combustão. Alonso defende menor aceleração eléctrica imediata, em troca da possibilidade de manter a potência disponível durante mais tempo ao longo das rectas.

O espanhol revelou ainda que tem discutido regularmente estas questões com o presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, e com Mohammed Ben Sulayem.

Apesar das críticas, Alonso reconheceu que a Fórmula 1 atravessa um período de enorme popularidade e admitiu que a perspectiva de quem está dentro do cockpit pode ser diferente daquela de quem gere o campeonato.

“Não tenho toda a informação. Temos de confiar no desporto”, ressalvou.

A discussão ganha especial actualidade depois da estreia do circuito de Madrid. O traçado recebeu críticas após a corrida de 13 de Setembro, incluindo de Lando Norris, numa prova em que as dificuldades de ultrapassagem voltaram a colocar a qualidade do espectáculo no centro do debate.

A próxima avaliação acontecerá já em Baku. O Grande Prémio do Azerbaijão começa quinta-feira, 24 de Setembro, com os dois primeiros treinos livres, enquanto a qualificação acontece na sexta-feira e a corrida no sábado, 26 de Setembro, às 12h00 de Angola. O calendário oficial da Fórmula 1 confirma o programa excepcional do fim-de-semana.

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