Luanda, Angola
Desporto

Alpine contrata Mike Elliott como director técnico e reforça reconstrução da equipa

A Alpine contratou Mike Elliott para liderar a estrutura técnica e de engenharia da equipa de Fórmula 1 em Enstone.

Alpine contrata Mike Elliott como director técnico e reforça reconstrução da equipa

Foto: F1

Pa

Paulo Massunda

Colaborador

18 set 2026
5 min de leitura
Partilhar:
Facebook
X (Twitter)
LinkedIn
WhatsApp
Telegram
E-mail

O antigo responsável técnico da Mercedes regressa à Fórmula 1 como Chief Technical Officer (CTO) da Alpine, numa contratação destinada a fortalecer uma estrutura que procura aproximar-se das quatro principais equipas do campeonato.

Elliott estava afastado da categoria desde o final de 2023, quando deixou a Mercedes. Agora regressa também a uma fábrica que conhece: trabalhou em Enstone entre 2008 e 2012, quando a equipa competia como Renault, exercendo funções de principal responsável pela aerodinâmica.

Elliott ficará acima de várias áreas técnicas

O cargo atribuído ao britânico tem uma abrangência importante. Segundo a própria Alpine, Elliott ficará encarregado de liderar e supervisionar as funções técnicas e de engenharia na fábrica de Enstone.

A nomeação não significa simplesmente substituir o actual director técnico, David Sanchez. Elliott chega como CTO, com uma responsabilidade mais ampla sobre a organização técnica, enquanto Sanchez permanece identificado pela Formula 1 como responsável técnico da equipa.

A estrutura de liderança conta ainda com Flavio Briatore como Executive Advisor e Steve Nielsen como Managing Director.

É, portanto, mais uma peça acrescentada ao processo de reorganização que a Alpine tem realizado em Enstone.

Experiência construída na era dominante da Mercedes

Elliott leva para a Alpine 23 anos de experiência na Fórmula 1.

Começou como aerodinamicista na McLaren em 2000, passou posteriormente pela Renault e, em 2012, mudou-se para a Mercedes. Na formação alemã tornou-se chefe de aerodinâmica, depois Technology Director entre 2017 e 2021 e finalmente director técnico entre 2021 e 2023.

Em 2023, trocou funções com James Allison e passou a ocupar precisamente o cargo de CTO. Deixou a Mercedes cerca de seis meses depois.

A Alpine destaca que Elliott participou, ao longo da carreira, em projectos que conquistaram oito Mundiais de Construtores e oito de Pilotos.

A experiência adquirida na Mercedes é particularmente relevante para uma Alpine que tenta construir uma estrutura capaz de produzir resultados sustentáveis, e não apenas melhorias pontuais.

Alpine quer transformar recuperação em aproximação ao top-4

A contratação acontece numa temporada em que a equipa mostrou sinais de recuperação.

Depois de 14 Grandes Prémios, a Alpine ocupa o sexto lugar no Mundial de Construtores, com 68 pontos, tendo conquistado uma pole position e 17 resultados dentro do top-10 entre as corridas principais. Ainda não conseguiu, porém, chegar ao pódio em 2026.

A própria equipa estabelece claramente a dimensão do desafio entregue a Elliott: reforçar as capacidades técnicas, aproveitar a melhoria observada em pista e reduzir a diferença para as quatro primeiras equipas.

Isso coloca a contratação num contexto maior do que simplesmente terminar melhor a actual temporada.

A Alpine pretende consolidar uma base técnica capaz de transformar Enstone novamente numa estrutura regularmente competitiva na frente do pelotão.

Regresso acontece numa Alpine diferente

Elliott regressará a uma fábrica que conhece, mas encontrará uma organização bastante diferente daquela que deixou em 2012.

Além das alterações de liderança, a Alpine atravessou uma mudança estratégica importante no projecto de Fórmula 1. O objectivo actual passa por concentrar os recursos de Enstone no desenvolvimento do chassis e das restantes áreas de performance, procurando uma estrutura técnica mais estável.

O conhecimento anterior de Elliott sobre a fábrica pode facilitar a integração, mas a missão será agora muito mais abrangente do que no primeiro período em Enstone.

Ele terá de ajudar a definir processos, coordenar departamentos e garantir que as diferentes áreas técnicas trabalhem sob uma direcção comum.

Contratação também aumenta pressão por resultados

A chegada de um engenheiro com o currículo de Elliott eleva inevitavelmente as expectativas.

A Alpine tem realizado sucessivas mudanças na estrutura nos últimos anos sem conseguir estabelecer-se permanentemente entre as principais equipas. Elliott chega, portanto, num momento em que a prioridade não é apenas acrescentar nomes experientes, mas transformar essa reorganização em desempenho.

Pierre Gasly e Franco Colapinto continuam como pilotos da equipa nesta temporada.

Para Elliott, a missão será utilizar a experiência acumulada na McLaren, Renault e principalmente Mercedes para ajudar a Alpine a reduzir uma diferença que continua significativa.

A contratação representa, assim, mais um investimento da equipa na reconstrução de Enstone — desta vez colocando um antigo director técnico da Mercedes no topo da supervisão técnica e de engenharia.

Comentários (0)

Junte-se à conversa

Para partilhar a sua opinião de forma segura, precisa de ter uma conta.

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a participar.

Categoria:Desporto

Subscreva a nossa Newsletter

Receba as principais notícias de Angola diretamente no seu email. Informação credível, análises aprofundadas e as últimas novidades do país.

Ao subscrever, concorda com a nossa Política de Privacidade