Luanda, Angola
Sociedade

Classe médica carece de investimentos contínuos em formação, relata bastonária

“É essencial garantir uma medicina de qualidade, centrada no doente e com empatia.”

Classe médica carece de investimentos contínuos em formação, relata bastonária

Foto: DR

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Nilwa António

Jornalista & Editor Chefe

11 mar 2026
5 min de leitura
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A classe médica em Angola enfrenta desafios significativos que exigem investimentos contínuos em formação, melhoria das condições de trabalho e maior valorização profissional, declarou esta terça-feira a bastonária da Ordem dos Médicos Angolanos (OMA), Jeovita André.

Em audiência com a Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, a responsável esclareceu que os profissionais de saúde estão comprometidos com a prática ética e humanizada da medicina, porém reconhecem ainda haver dificuldades estruturais que interferem na qualidade do atendimento.

“Os médicos enfrentam sobrecarga de trabalho, insuficiência de recursos em várias regiões e precisam de mais oportunidades de formação contínua. É essencial garantir uma medicina de qualidade, centrada no doente e com empatia”, explicou a bastonária.

Ao longo do encontro, Jeovita André destacou ainda o papel da Ordem na regulação da profissão, fiscalização ética e aplicação de medidas disciplinares a profissionais que descumpram normas deontológicas, assegurando que o organismo continuará a promover a ética médica e a responsabilizar eventuais prevaricadores, por forma a garantir dignidade e credibilidade à profissão.

Entre as iniciativas levadas a cabo para encorajar a classe, a interlocutora citou o programa governamental de atribuição de 38 mil bolsas de estudo, das quais três mil são destinadas a médicos, e os cursos preparatórios para ingresso na função pública, desenvolvidos em colaboração com o Ministério da Saúde, o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação e as Faculdades de Medicina, segundo fonte do Correio da Kianda.

A Vice-Presidente da República, por seu turno, exortou os médicos a manterem a união, apostar em investigação científica e reforçar parcerias institucionais, reconhecendo os investimentos já realizados no sector, sobretudo na melhoria das condições de trabalho e na formação de quadros.

 

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