De dublê de Serena Williams em Hollywood à estreia no US Open
Thea Frodin interpretou as jogadas da antiga número um mundial em King Richard aos 12 anos. Cinco anos depois, chegou ao quadro principal do US Open pelos seus próprios méritos e enfrentou Elena Rybakina.
Foto: Pete Staples/USTA
Paulo Massunda
Colaborador
Aos 12 anos, Thea Frodin estava diante das câmaras a reproduzir os movimentos de uma das maiores tenistas da história. Cinco anos depois, a jovem norte-americana passou do cinema para o palco real do ténis mundial.
Frodin, hoje com 17 anos, fez esta terça-feira a sua estreia no quadro principal do US Open, tendo pela frente a número dois mundial, Elena Rybakina.
A história da jovem ganhou atenção especial porque, em 2021, participou nas filmagens de King Richard, produção que retrata a trajectória de Richard Williams e o desenvolvimento das carreiras das filhas Venus e Serena Williams.
Segundo a Associated Press, Frodin foi escolhida para ser dublê de ténis da personagem Serena Williams, interpretada pela actriz Demi Singleton. Nas cenas que exigiam movimentos e golpes de ténis, era Frodin quem entrava em acção.
Na altura, a jovem tinha apenas 12 anos.
O trabalho exigiu que aprendesse a imitar não apenas os golpes, mas também alguns dos movimentos característicos de Serena Williams. Frodin revelou posteriormente que a experiência acabou por interferir temporariamente na sua própria técnica, obrigando-a a trabalhar para reencontrar o seu estilo de jogo depois das filmagens.
Mas a ligação ao cinema acabaria por ser apenas um capítulo inicial.
Chegada ao US Open pelos próprios méritos
Frodin continuou a desenvolver-se como tenista e conseguiu conquistar uma das principais competições juvenis dos Estados Unidos.
A vitória no USTA Billie Jean King Girls’ 18s National Championships garantiu-lhe um wild card para disputar o quadro principal do US Open de 2026.
A estreia não poderia ter sido mais exigente.
Do outro lado da rede estava Elena Rybakina, segunda cabeça-de-série do torneio e uma das principais candidatas ao título.
Rybakina confirmou o favoritismo e venceu por 6-3 e 6-2.
Apesar da derrota, Frodin mostrou capacidade competitiva. A norte-americana terminou o encontro com 11 ases, contra seis de Rybakina, e somou 19 winners. A maior experiência da cazaque acabou por fazer a diferença, sobretudo na gestão dos erros e dos momentos importantes.
No segundo set, quando perdia por 5-1, Frodin ainda salvou três match points, incluindo uma sequência em que conseguiu quatro ases, antes de Rybakina encerrar a partida.
A antiga dublê de Serena saiu assim de cena sem uma vitória, mas com uma história pouco comum no ténis profissional: de interpretar uma campeã de Grand Slam no cinema a disputar, ela própria, um dos maiores torneios do mundo.
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