Djokovic regressa a Pequim 11 anos depois: seis títulos, 29 jogos e nenhuma derrota
Novak Djokovic confirmou o regresso ao China Open, torneio onde nunca perdeu um encontro, numa tentativa de reagir à queda para o 12.º lugar mundial e à surpreendente eliminação na primeira ronda do US Open.
Foto: DR
Paulo Massunda
Colaborador
O sérvio anunciou nesta quarta-feira, 16 de Setembro, que disputará o ATP 500 de Pequim, marcado para 30 de Setembro a 6 de Outubro. Será a primeira participação de Djokovic no torneio desde 2015. A confirmação consta da página oficial de Novak Djokovic e foi também confirmada pela Reuters.
O regresso ganha particular dimensão pelo histórico quase perfeito de Djokovic na capital chinesa. O antigo número um mundial disputou o China Open seis vezes e venceu as seis edições em que participou, acumulando 29 vitórias em 29 encontros.
Djokovic conquistou os títulos de 2009, 2010, 2012, 2013, 2014 e 2015. Na última participação, derrotou Rafael Nadal por 6-2 e 6-2 na final.
O regresso acontece num momento especialmente delicado da carreira. Aos 39 anos, Djokovic caiu recentemente do quinto para o 12.º lugar do ranking ATP, deixando o Top 10 depois da eliminação na primeira ronda do US Open frente ao argentino Mariano Navone. Foi a primeira derrota do sérvio na ronda inaugural de um Grand Slam desde o Australian Open de 2006.
Em Nova Iorque, Djokovic enfrentou ainda problemas físicos, vomitou durante o encontro e apresentou limitações nas costas e no ombro na parte final da partida. A Reuters confirmou que o sérvio procura agora reconstruir o ritmo competitivo depois desse resultado.
Pequim oferece-lhe um cenário pouco comum no circuito: Djokovic regressará a um torneio ATP no qual nunca conheceu a derrota.
O próprio jogador destacou essa relação com a competição ao confirmar a participação, classificando o National Tennis Centre como um dos recintos mais especiais da carreira e agradecendo o apoio que recebeu dos adeptos chineses ao longo dos anos.
O China Open será o primeiro torneio individual de Djokovic depois do US Open.
Mais do que um simples regresso ao calendário, Pequim poderá servir como teste à capacidade do recordista de 24 títulos de Grand Slam para responder ao período mais difícil da sua temporada — precisamente num lugar onde conserva uma estatística extraordinária: 29 jogos, 29 vitórias e seis troféus.
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