Expansão da IA na administração pública levanta preocupações com controlo financeiro
O uso crescente de sistemas baseados em inteligência artificial pode gerar vulnerabilidades.
Foto: DR
Siandja De Oliveira
Jornalista estagiária
O Executivo angolano alertou para os riscos associados ao uso da inteligência artificial na gestão pública, defendendo a necessidade de reforçar mecanismos de controlo financeiro e supervisão institucional.
O alerta foi avançado pelo ministro Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Dionísio da Fonseca, ao discursar na abertura das Jornadas Científicas do Tribunal de Contas, quando apontou preocupações ligadas ao impacto das novas tecnologias na transparência, na tomada de decisões e na integridade dos processos administrativos.
Segundo o governante, o uso crescente de sistemas baseados em inteligência artificial pode introduzir vulnerabilidades, sobretudo quando não existem estruturas adequadas de fiscalização e regulação. Entre os principais riscos apontados estão a automatização de decisões sensíveis sem supervisão humana e a possibilidade de falhas no controlo de recursos públicos.
O Executivo defende, por isso, o reforço de instrumentos de auditoria e de controlo financeiro, como forma de garantir maior transparência na utilização de tecnologias emergentes no sector público.
Neste sentido, a adopção responsável da inteligência artificial é vista como essencial para evitar impactos negativos na governação. Portanto, a integração da IA na administração pública deve ser acompanhada por políticas claras e por um quadro legal robusto, capaz de assegurar a protecção dos dados e a responsabilização dos sistemas utilizados.
A preocupação surge num contexto de crescente digitalização dos serviços públicos em Angola, onde o uso de tecnologias inteligentes é visto como uma oportunidade para melhorar a eficiência, mas também como um desafio em termos de regulação e controlo, como referiu o Jornal O País.
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