Gestão climática e responsabilidade ambiental conduzem Fórum de Negócios Sustentáveis
Outros temas incluíram energia limpa, transição energética, sustentabilidade empresarial e governação responsável.
Foto: Cedida
Nilwa António
Jornalista & Editor Chefe
O 2.º Fórum Nacional de Negócios Sustentáveis tornou-se um espaço de diálogo sobre ESG, gestão climática, responsabilidade ambiental, inovação e desenvolvimento sustentável, olhando para os desafios e as oportunidades da sustentabilidade no contexto económico e social de Angola.
Tendo reunindo, no passado dia 10 deste mês, diferentes actores, numa das unidades hoteleiras de Luanda, para reflectir sobre a forma como Angola pode alinhar as agendas globais de sustentabilidade às suas próprias realidades e necessidades, o encontro relevou também a necessidade de se reforçar a capacitação técnica e académica em sustentabilidade, incentivando a formação de especialistas capazes de apoiar a implementação de boas práticas ambientais e de governação no país. constaram ainda energia limpa, transição energética, sustentabilidade empresarial, governação responsável e os desafios e oportunidades de Angola no contexto das agendas globais de sustentabilidade.
Entre os destaques desta edição esteve a gestão da pegada de carbono do próprio evento, que incluiu a medição, redução e compensação das emissões associadas à sua realização. A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a startup brasileira Compensei, especializada em gestão climática e compensação de emissões. Para além da medição do impacto ambiental, foram igualmente adquiridos créditos de carbono, permitindo compensar as emissões geradas ao longo do certame, tendo em conta as deslocações de participantes e oradores, o consumo de energia, a geração de resíduos e outras actividades associadas à realização do fórum.
Reforçar os princípios de inclusão, acessibilidade e equidade, alinhados com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em particular o ODS 10 – Redução das Desigualdades, foi outra intenção da actividade.
Segundo Nara Machado, fundadora da ALLORA e coordenadora do projecto, a criação de espaços de diálogo como o Fórum permite reunir diferentes sectores para discutir soluções concretas e contribuir para o desenvolvimento de políticas e estratégias adequadas ao contexto nacional. Para ela, o desenvolvimento de uma agenda sustentável em Angola exige diálogo permanente, capacitação técnica e envolvimento de diferentes sectores da sociedade.
“Precisamos dialogar, compreender o grau das nossas necessidades enquanto país e trabalhar de forma colaborativa. Só assim conseguiremos encontrar soluções que permitam que todos se sintam representados nas decisões que serão tomadas no futuro”, referiu a responsável, citada na nota partilhada com o Noticiário.
Essa edição do Fórum demonstra o crescente interesse das empresas, instituições e profissionais angolanos em discutir sustentabilidade de forma prática e estratégica, reforçando a importância de continuar a promover plataformas de diálogo e cooperação, segundo a organização.
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