IA pode assumir até 95% das tarefas até 2029: o impacto real para os profissionais angolanos
Já é notável o impacto da inteligência artificial no mercado e esta transformação deverá intensificar-se nos próximos anos.
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Paulo Massunda
Jornalista e CEO
Um estudo do MIT indica que a inteligência artificial poderá executar até 95% das tarefas baseadas em texto até 2029.
Para Angola, onde muitas funções ainda são fortemente administrativas e repetitivas, o impacto poderá ser significativo, tanto em riscos como em oportunidades.
A transformação do mercado de trabalho impulsionada pela inteligência artificial já está em curso e deverá intensificar-se nos próximos anos.
O estudo do MIT FutureTech, citado pela Forbes, demonstra que a IA poderá executar entre 80% e 95% das tarefas baseadas em texto até 2029, sobretudo em áreas como relatórios, análise de dados, comunicação e funções administrativas.
Para o contexto angolano, o impacto tende a ser mais sensível. Sectores como banca, petróleo, administração pública e serviços concentram grande parte das suas operações em tarefas estruturadas e repetitivas, exactamente aquelas onde a IA já demonstra maior eficiência.
Estudos complementares, como o da Goldman Sachs, estimam que até 300 milhões de empregos no mundo poderão ser afectados pela automação, reforçando a dimensão global desta transformação.
Ainda assim, especialistas sublinham que não se trata do desaparecimento de profissões, mas sim da substituição parcial de tarefas.
Dados do próprio MIT indicam que a automação total ainda é limitada, mas o impacto dentro das funções já é relevante, obrigando os profissionais a adaptarem-se rapidamente. Na prática, isso significa que funções mais operacionais e rotineiras tendem a perder espaço, enquanto competências como pensamento crítico, gestão, tomada de decisão e uso estratégico da tecnologia ganham valor.
Em Angola, o risco central não está apenas na automação, mas no ritmo de adaptação. A baixa adopção tecnológica em várias instituições pode levar a uma transição mais tardia, porém mais abrupta, quando a digitalização acelerar.
Por outro lado, abre-se uma oportunidade clara: profissionais que dominarem ferramentas de IA poderão aumentar significativamente a sua produtividade e posicionar-se à frente no mercado.
A evidência internacional é consistente, trazendo ainda estudos académicos e análises da Harvard Business Review que apontam que a IA tende a transformar tarefas dentro das profissões, e não eliminá-las por completo, enquanto empresas a nível global já tratam a tecnologia como prioridade estratégica.
Para os profissionais angolanos, a conclusão é directa: a inteligência artificial não substitui necessariamente pessoas, mas substituirá quem não se adaptar.
Este tema põe em evidência o facto de que, num mercado cada vez mais competitivo, saber trabalhar com IA deixa de ser uma vantagem e passa a ser uma exigência.
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