Luanda, Angola
Política

Incidente durante a visita papal tratou-se apenas de uma “falha de segurança”, esclareceu Francisco Furtado

O transgressor encontra-se detido enquanto se investigam as motivações do incidente.

Incidente durante a visita papal tratou-se apenas de uma “falha de segurança”, esclareceu Francisco Furtado
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Paulo Massunda

Jornalista e CEO

22 abr 2026
5 min de leitura
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O ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Pereira Furtado, esclareceu que o incidente ocorrido no sábado, envolvendo um jovem que invadiu o cordão de segurança durante o trajecto do Papa Leão XIV, em Luanda, tratou-se de uma falha de segurança sem qualquer ameaça real à segurança do pontífice.

O incidente ocorreu na tarde de sábado, quando o Papa Leão XIV, a bordo do papamóvel, seguia do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro em direcção ao Palácio Presidencial, na Cidade Alta.

Durante o trajecto, um jovem conseguiu ultrapassar o cordão de segurança e chegou a agarrar-se ao veículo, um acto que gerou preocupação entre os presentes.

Em declaração à imprensa, Francisco Furtado esclareceu que as intenções do jovem ainda não foram confirmadas, mas acredita-se que o acto tenha sido motivado por um “excesso de entusiasmo” por parte do cidadão, possivelmente um cristão que desejava estar próximo ao Papa.

“Não houve nada anormal, nenhuma tentativa de atentado”, afirmou Furtado, clareando que, “neste tipo de eventos, há também algum entusiasmo de pessoas que querem aparecer”.

Citado pelo Jornal de Angola, o governante reconheceu a falha na segurança, mencionando que o incidente ocorreu devido à falta de vigilância adequada na parte externa do veículo. “Temos que admitir que houve uma falha dos seguranças na parte externa da viatura que permitiram que ele chegasse até a viatura, mas as medidas estão a ser tomadas para se corrigir, em primeiro lugar, o erro que se cometeu de deixá-lo chegar até à viatura”, acrescentou.

O ministro de Estado destacou igualmente o facto de este não ter sido o único incidente envolvendo o Papa Leão XIV durante a visita a Angola. “Vimos também uma situação na Muxima, onde outro jovem tentou se aproximar do Papa. Não se trata de uma questão de insegurança, mas sim de um entusiasmo próprio do crente”, disse.

A comissão multissectorial criada pelo Presidente João Lourenço, em virtude da visita do Papa Leão XIV, prepara um relatório detalhado e algumas das suas conclusões vão ser divulgadas ao público.

Apesar da falha de segurança, o ministro garantiu que a situação não representa um risco grave e que o jovem não permanecerá detido por muito tempo. As autoridades vão continuar a investigar as motivações do incidente, concluiu.

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