Lehecka trava Shelton na Davis Cup e expõe registo surpreendente do número quatro mundial
Jiri Lehecka derrotou Ben Shelton por 6-4 e 6-4 em Praga, deixando República Checa e Estados Unidos empatados e prolongando um dado inesperado: o finalista do US Open continua sem vencer na Davis Cup.
Foto: Petr David Josek/AP
Paulo Massunda
Colaborador
Apenas cinco dias depois de disputar a primeira final de Grand Slam da carreira, Ben Shelton regressou ao court nesta sexta-feira, 18 de Setembro, mas não conseguiu transportar para a selecção norte-americana o momento vivido em Nova Iorque.
Jiri Lehecka, número 24 mundial, quebrou o serviço do norte-americano uma vez em cada set e fechou o encontro em 6-4 e 6-4, na O2 Arena, em Praga. O resultado colocou a eliminatória da Davis Cup 2026 em 1-1 após os dois primeiros singulares. A própria Davis Cup confirma a eliminatória em curso.
O resultado ganha maior peso pelo momento de Shelton. O norte-americano chegou esta semana ao melhor ranking da carreira, quarto lugar mundial, depois de alcançar a final do US Open, mas continua sem conseguir vencer pela selecção principal na Davis Cup.
Com a derrota desta sexta-feira, Shelton apresenta agora zero vitórias e três derrotas na competição. As duas anteriores ocorreram nos quartos-de-final de 2024 contra a Austrália, quando perdeu um encontro de singulares e outro de pares, ao lado de Tommy Paul.
Lehecka também quebrou uma sequência pessoal. O checo conseguiu a primeira vitória sobre um jogador do Top 5 em cerca de um ano e chegou à 13.ª vitória de singulares na Davis Cup, quinto melhor registo da história da República Checa nesta vertente.
O triunfo teve ainda sabor de desforra: Shelton tinha vencido os três confrontos anteriores entre ambos.
Antes, Learner Tien tinha proporcionado aos Estados Unidos a abertura ideal. Na estreia absoluta na Davis Cup, o jovem norte-americano derrotou Jakub Mensik por 6-2 e 6-4, cometendo apenas 15 erros não forçados contra 34 do adversário.
A eliminatória será decidida neste sábado. O programa começa com os pares e prossegue com os singulares invertidos. A selecção que alcançar três vitórias garante presença no Final 8, em Bolonha, onde a Itália entrará como anfitriã e tricampeã em título.
Para Shelton, há ainda uma oportunidade imediata de alterar a estatística: está previsto para enfrentar Mensik no quarto encontro da eliminatória. Depois de chegar à elite mundial em singulares, o número quatro procura agora algo que ainda lhe falta — a primeira vitória da carreira na Davis Cup.
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