Rune volta a vencer 335 dias depois e transforma regresso à Davis Cup numa história de superação
Holger Rune venceu no primeiro encontro oficial em 11 meses, encerrando uma longa recuperação de uma ruptura do tendão de Aquiles que lhe custou praticamente toda a temporada de 2026.
Foto: Oliver Hardt/Getty Images for ITF
Paulo Massunda
Colaborador
Holger Rune regressou nesta sexta-feira, 18 de Setembro, e derrotou o búlgaro Iliyan Radulov por 6-3 e 6-3, em Hillerød, no confronto entre Dinamarca e Bulgária pelo Grupo Mundial I da Davis Cup 2026. A vitória permitiu aos dinamarqueses empatarem a eliminatória em 1-1.
Foram exactamente 335 dias sem disputar um encontro oficial. Rune não competia desde 18 de Outubro de 2025, quando rompeu o tendão de Aquiles esquerdo durante a meia-final do ATP de Estocolmo frente a Ugo Humbert. A lesão obrigou-o a uma longa reabilitação e sucessivos planos de regresso acabaram adiados.
O antigo número quatro mundial caiu entretanto para fora do Top 100 — ocupa actualmente aproximadamente o 144.º lugar do ranking ATP — e perdeu praticamente todos os grandes torneios desta temporada.
A dimensão da história, por isso, ultrapassa o nível do adversário, actual número 596 mundial. O próprio Rune admitira antes de entrar em court que não sabia como o corpo responderia às exigências de um encontro competitivo depois de tantos meses limitado aos treinos.
No primeiro set, chegou a ficar em desvantagem por um break, a 2-3. A resposta foi imediata: venceu quatro jogos consecutivos, fechou a parcial por 6-3 e controlou o segundo set pelo mesmo resultado.
Depois da vitória, Rune descreveu os últimos 11 meses como um período “brutal” e destacou a rotina diária de reabilitação necessária para conseguir voltar ao court.
A Davis Cup tinha confirmado Rune como principal nome da Dinamarca para esta eliminatória, que também conta com Grigor Dimitrov do lado búlgaro. Dimitrov deu o primeiro ponto à Bulgária ao recuperar de um set de desvantagem e derrotar Elmer Moeller por 6-7(2), 6-3 e 6-4.
Rune poderá agora enfrentar Dimitrov neste sábado, num teste consideravelmente mais exigente para perceber até onde já chegou a recuperação competitiva.
Para o dinamarquês, contudo, a primeira barreira já foi ultrapassada: 335 dias depois de uma das lesões mais graves da carreira, voltou ao ténis profissional e voltou directamente a vencer.
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