Luanda, Angola
Tecnologia

Meta vai cortar milhares de empregos para reforçar aposta em inteligência artificial

Com esta medida, a empresa reforça a sua posição na corrida global pela liderança em inteligência artificial.

Meta vai cortar milhares de empregos para reforçar aposta em inteligência artificial

Foto: DR

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Nilwa António

Jornalista, fotógrafo e editor-chefe

25 abr 2026
5 min de leitura
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A Meta deverá avançar, já no próximo mês, com o despedimento de milhares de trabalhadores, numa das maiores reestruturações recentes da empresa, à medida que intensifica o investimento em inteligência artificial (IA).

Segundo informações avançadas pela imprensa internacional, os cortes poderão abranger cerca de 10% da força de trabalho global, o equivalente a vários milhares de postos, num processo que poderá decorrer em fases ao longo de 2026.

A decisão surge num momento em que a proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp está a canalizar recursos significativos para o desenvolvimento de tecnologias de IA, prevendo investir entre 115 mil milhões e 135 mil milhões de dólares este ano, sobretudo na construção de centros de dados, desenvolvimento de modelos avançados e contratação de especialistas.

O cofundador e director executivo da empresa, Mark Zuckerberg, já tinha sinalizado esta mudança estratégica no início do ano.

“Acredito que 2026 será o ano em que a inteligência artificial começará a mudar drasticamente a forma como trabalhamos”, afirmou.

Internamente, a Meta tem vindo a acelerar a integração de ferramentas de IA em áreas como engenharia de software, operações e gestão de produtos, o que tem contribuído para a redução da necessidade de determinadas funções.

A gigante tecnológica confirmou os despedimentos planeados, embora tenha recusado avançar detalhes sobre o número exacto de trabalhadores afectados ou os mercados mais impactados.

Esta reestruturação insere-se numa tendência mais ampla no sector tecnológico, onde grandes empresas têm vindo a reduzir quadros de pessoal enquanto aumentam o investimento em automação e inteligência artificial. A reconfiguração reflecte não apenas uma estratégia de contenção de custos, mas também uma transformação estrutural na forma como as empresas operam.

Analistas apontam que o aumento dos custos associados à infraestrutura de IA, nomeadamente, energia, hardware especializado e centros de dados, está a pressionar as empresas a tornarem-se mais eficientes, levando a cortes em áreas consideradas menos estratégicas.

Embora os trabalhadores afectados beneficiem, em muitos casos, de pacotes de indemnização e apoio à recolocação, cresce a preocupação sobre o impacto a médio prazo no emprego qualificado, sobretudo em funções técnicas que começam a ser parcialmente automatizadas.

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