Russell adia penalização de motor e Mercedes aceita perda de rendimento em Baku
George Russell confirmou que não trocará a unidade de potência em Baku e adiará uma inevitável penalização na grelha para uma das próximas provas.
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Foto: James Sutton/Getty Images
Redacção
A decisão foi confirmada nesta quarta-feira, 23 de Setembro, durante a conferência de imprensa oficial da FIA que antecede o Grande Prémio do Azerbaijão. George Russell esclareceu que a Mercedes decidiu prolongar a utilização da actual unidade de potência, apesar de esta se encontrar já numa fase avançada da sua vida útil.
Questionado directamente sobre a possibilidade de cumprir a penalização neste fim-de-semana, Russell afastou o cenário.
“Não será neste fim-de-semana. Vou receber uma penalização um pouco mais à frente”, confirmou o britânico.
A situação resulta da estratégia adoptada pela Mercedes-AMG Petronas F1 Team para gerir as unidades de potência na parte final da temporada. Russell já tinha revelado anteriormente que terá de exceder a sua quota regulamentar quando receber a evolução preparada pela Mercedes, circunstância que obrigará a uma penalização na grelha.
A equipa optou, porém, por não efectuar essa mudança em Baku.
Russell reconheceu que correr com uma unidade mais utilizada implica algum défice de rendimento, mas lembrou que a diferença de quilometragem entre motores faz parte da gestão normal de uma temporada. Segundo o piloto, haverá corridas em que um adversário terá uma unidade mais recente e outras em que acontecerá o contrário.
A escolha assume particular importância no Baku City Circuit. A longa recta do circuito torna a potência e a eficiência da unidade especialmente relevantes, enquanto as oportunidades de ultrapassagem poderiam, à partida, fazer do Azerbaijão um local atractivo para absorver uma penalização.
A Mercedes decidiu seguir outro caminho.
Antonelli já cumpriu a sua penalização
A comparação dentro da própria equipa ajuda a explicar a estratégia.
Kimi Antonelli recebeu uma nova unidade de potência no Grande Prémio de Itália e arrancou de 19.º em Monza. A recuperação terminou de forma espectacular: o italiano venceu a corrida e ampliou a liderança do Mundial.
Russell encontra-se agora numa situação semelhante, mas a Mercedes pretende esperar pelo momento que considere mais favorável para introduzir a sua próxima unidade.
O próprio britânico explicou em Baku que o motor actualmente instalado está a aproximar-se do fim da vida útil e que a penalização “não demorará muito” a chegar.
A questão ganha peso adicional devido à situação do campeonato. Antonelli lidera com 81 pontos de vantagem sobre Russell, mas o britânico recusou abandonar matematicamente a disputa e garantiu que continuará a lutar enquanto existir possibilidade de conquistar o título.
Adiar a penalização permite-lhe, pelo menos, enfrentar Baku sem uma desvantagem artificial na posição de partida.
A Mercedes terá depois de escolher cuidadosamente onde pagar a factura regulamentar. Com poucas provas restantes, uma penalização mal colocada poderá ter consequências tanto na tentativa de Russell de manter viva a luta pelo Mundial como na gestão dos pontos da equipa no Campeonato de Construtores.
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