Luanda, Angola
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TAAG reage a vazamento de documentos internos e garante responsabilização

"Estão a ser analisados os devidos mecanismos internos para identificar os responsáveis."

TAAG reage a vazamento de documentos internos e garante responsabilização

Foto: DR

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Nilwa António

Jornalista & Editor Chefe

5 mar 2026
5 min de leitura
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A TAAG – Linhas Aéreas de Angola reagiu à divulgação de documentos internos e conteúdos acusatórios sobre a gestão da companhia, classificando o episódio como fuga de informação reservada e assegurando que estão a ser avaliados mecanismos para o apuramento de responsabilidades.

Num comunicado partilhado com o nosso portal, o Conselho de Administração repudiou a divulgação indevida de informação interna, afirmando que a prática viola deveres legais de confidencialidade, compromete o normal funcionamento das organizações e prejudica o ambiente de confiança necessário à execução do processo de transformação em curso.

A empresa informou que estão a ser analisados os devidos mecanismos internos para identificar os responsáveis, nos termos da lei e dos regulamentos aplicáveis, considerando o vazamento acompanhado de “conteúdos acusatórios e interpretações descontextualizadas, com potencial impacto na estabilidade institucional da companhia”.

No mesmo posicionamento, a TAAG procurou contextualizar o momento que atravessa, destacando a implementação do Plano Estratégico 2024–2029, que inclui dois programas estruturantes, nomeadamente, AVEST (Aviation Excellence & Systemic Transformation) e PALANCA, desenvolvidos em parceria com a Lufthansa Consulting.

Segundo a companhia aérea, os programas visam alinhá-la com as melhores práticas internacionais do sector da aviação civil, com foco no reforço da segurança operacional, eficiência organizacional, disciplina financeira e sustentabilidade de longo prazo.

Entre os indicadores apresentados, a TAAG refere que transportou mais de 1,25 milhões de passageiros em 2025, resultado que associa ao crescimento da conectividade, à abertura de novas rotas e à consolidação de parcerias estratégicas no mercado regional africano.

Indica ainda que dispõe actualmente de 28 aeronaves, das quais 16 se encontram operacionais, número que varia em função dos ciclos programados de manutenção técnica obrigatória.

De acordo com a mesma transportadora, a modernização progressiva da frota e a incorporação de aeronaves de nova geração têm permitido ganhos de eficiência, maior fiabilidade operacional e melhoria da experiência do passageiro, tendo destacado a transferência integral das operações para o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, medida que, segundo afirma, consolidou ganhos logísticos e reforçou o posicionamento de Luanda como hub regional.

No plano financeiro, a TAAG refere que os anos de 2025 e 2026 correspondem a um período de transição estrutural, marcado pelo aumento antecipado de custos associados à introdução de nova frota, antes da maturação plena das receitas e da optimização da rede de rotas.

Fundada em 1938 como Divisão de Transportes Aéreos de Angola, a companhia foi nacionalizada em 1975 e transformada em sociedade anónima em 2018, mantendo-se actualmente detida por entidades públicas.

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