Luanda, Angola
Desporto

WTA acelera igualdade salarial: todos os torneios 1000 combinados pagarão o mesmo a homens e mulheres em 2027

A WTA anunciou que todos os torneios WTA 1000 disputados em conjunto com o circuito masculino terão prémios monetários iguais a partir de 2027, antecipando um dos principais objectivos financeiros do ténis feminino.

WTA acelera igualdade salarial: todos os torneios 1000 combinados pagarão o mesmo a homens e mulheres em 2027

Foto: DR

Pa

Paulo Massunda

Colaborador

2 out 2026
5 min de leitura
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A Women's Tennis Association anunciou nesta quinta-feira, 1 de Outubro, uma alteração estrutural com impacto directo na remuneração das melhores tenistas do mundo. Pela primeira vez, todos os WTA 1000 combinados com torneios masculinos distribuirão prémios monetários iguais aos homens e às mulheres na temporada de 2027. A decisão foi anunciada oficialmente pela WTA e confirmada pela Reuters.

A igualdade já existe em Indian Wells, Miami, Madrid e Pequim, além dos quatro Grand Slams e da United Cup. A partir do próximo ano, Roma, Canadá e Cincinnati passam igualmente a oferecer bolsas equivalentes nos quadros masculino e feminino, completando a paridade entre todos os WTA 1000 combinados.

A dimensão da mudança percebe-se pelos valores actualmente envolvidos. Em 2026, por exemplo, o torneio feminino de Cincinnati distribuiu 7,43 milhões de dólares, enquanto Indian Wells e o China Open chegaram a cerca de 9,42 milhões de dólares cada.

O anúncio integra uma reforma mais ampla do circuito feminino. O calendário de 2027 terá 55 torneios em 26 países e territórios, incluindo um novo WTA 250 em Manila, nas Filipinas. As WTA Finals serão disputadas na nova sede de Charlotte, nos Estados Unidos.

Há também alterações destinadas a responder às críticas das jogadoras sobre a exigência do calendário. A WTA aprovou, inicialmente como projecto-piloto para 2027, uma redução das obrigações de participação e maior flexibilidade na construção da temporada. As mudanças foram desenvolvidas pelo Tour Architecture Council, grupo que reúne jogadoras, torneios e dirigentes e é presidido por Jessica Pegula.

A organização criará ainda um Tournament Investment Fund, destinado a apoiar financeiramente determinados mercados e ajudar os torneios a cumprir os objectivos económicos e de igualdade salarial do circuito.

A paridade, contudo, ainda não estará completa em todas as categorias. A própria WTA mantém como horizonte 2033 para alcançar prémios iguais nos WTA 1000 e WTA 500 que não são disputados conjuntamente com torneios masculinos. Charleston tornou-se este ano o primeiro WTA 500 independente a antecipar voluntariamente esse objectivo.

A decisão anunciada agora representa, portanto, mais do que um aumento de prémios: elimina a diferença salarial no nível mais elevado do circuito regular quando homens e mulheres competem no mesmo torneio, mais de cinco décadas depois da fundação da WTA com a igualdade económica entre jogadores e jogadoras entre os seus princípios centrais.

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