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Desporto

Eala desafia calendário da WTA para representar Filipinas nos Jogos Asiáticos

Alexandra Eala decidiu trocar o obrigatório China Open pelos Jogos Asiáticos e poderá pagar uma multa e sofrer consequências no ranking para representar o seu país.

Eala desafia calendário da WTA para representar Filipinas nos Jogos Asiáticos

Foto: DR

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Redacção

16 set 2026
5 min de leitura
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A filipina de 21 anos, actualmente 18.ª do ranking mundial, vai disputar o torneio de ténis dos Jogos Asiáticos de Aichi-Nagoya, no Japão, apesar da sobreposição com o WTA 1000 de Pequim. A Federação Filipina de Ténis (PHILTA) pediu formalmente à WTA uma excepção às regras, mas até esta quarta-feira, 16 de Setembro, aguardava uma decisão. A Reuters confirmou hoje que Eala pretende jogar pelos Filipinas independentemente da resposta.

O problema está no estatuto do China Open. Para uma jogadora da posição de Eala no ranking, o WTA 1000 de Pequim integra os torneios obrigatórios. A competição começa a 30 de Setembro, enquanto o ténis dos Jogos Asiáticos decorre entre finais de Setembro e início de Outubro, tornando praticamente impossível disputar os dois eventos.

Caso a excepção seja recusada, Eala arrisca uma multa de 10 mil dólares e a atribuição de zero pontos no torneio obrigatório, com potencial impacto no ranking. A PHILTA sustenta que a situação deve receber tratamento excepcional porque a jogadora estará oficialmente ao serviço da selecção nacional numa competição do movimento olímpico.

A decisão ganha peso porque outra das principais tenistas asiáticas tomou o caminho contrário. A indonésia Janice Tjen pretendia igualmente disputar os Jogos Asiáticos, mas retirou-se da competição depois de não conseguir uma excepção semelhante e optou por cumprir o compromisso com a WTA em Pequim.

Eala, por sua vez, não pretende recuar. A Federação Filipina e o Comité Olímpico do país garantem que a número 18 mundial estará em Nagoya mesmo que a WTA mantenha as sanções previstas. A Comissão Filipina de Desportos também anunciou apoio integral à decisão da atleta.

O episódio abre uma discussão que ultrapassa a própria Eala: até onde deve ir a obrigatoriedade do calendário profissional quando uma competição internacional coincide com a representação da selecção nacional?

No caso da filipina, a escolha está feita. Depois de conquistar duas medalhas de bronze nos Jogos Asiáticos de 2023 — em singulares e pares mistos — e de ascender entretanto ao Top 20 mundial, Eala regressará ao torneio continental como uma das principais candidatas ao ouro.

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