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Desporto

Estrelas do ténis suspendem protestos públicos e passam disputa com Grand Slams para nova mesa de negociação

Os principais jogadores do mundo encerraram a fase pública da campanha por maior participação nas receitas dos Grand Slams, depois da criação de um conselho que lhes dará acesso directo às negociações.

Estrelas do ténis suspendem protestos públicos e passam disputa com Grand Slams para nova mesa de negociação

Foto: DR

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Redacção

16 set 2026
5 min de leitura
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A movimentação representa uma mudança importante na disputa que marcou a temporada de 2026. Os jogadores anunciaram, esta segunda-feira, 14 de Setembro, que as reivindicações dirigidas ao Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open passarão a ser conduzidas através do novo Grand Slam Player Advisory Council. A decisão foi confirmada pela Reuters e pela Associated Press.

A criação do conselho já tinha sido anunciada conjuntamente pelos quatro Grand Slams em Agosto. Segundo a organização do US Open, o órgão pretende estabelecer um fórum permanente de comunicação, consulta e colaboração entre jogadores e responsáveis pelos quatro maiores torneios do calendário.

A pressão começou em Março de 2025 e ganhou dimensão esta temporada. Entre as principais reivindicações estão maior influência dos atletas nas decisões que os afectam, reforço dos programas de assistência e bem-estar e uma participação maior nas receitas. Os jogadores propuseram que 22% das receitas dos Grand Slams sejam destinadas a prémios até 2030.

A campanha chegou aos courts em 2026. Jogadores reduziram compromissos com a imprensa em Roland Garros e Wimbledon, enquanto nomes como Aryna Sabalenka chegaram a admitir publicamente a possibilidade de medidas ainda mais fortes. Agora, o grupo considera que a existência de uma estrutura formal de negociação permite suspender essa estratégia de pressão pública.

Há resultados financeiros concretos. Segundo os jogadores, desde a apresentação formal das propostas, em Julho de 2025, os prémios distribuídos pelos majors abrangidos chegaram a 415,6 milhões de dólares, com mais de 30 milhões em aumentos que, segundo os atletas, ultrapassam a tendência histórica de crescimento.

O US Open tornou-se ainda o primeiro Grand Slam a comprometer dois milhões de dólares para o bem-estar dos jogadores, enquanto Roland Garros apresentou uma proposta para relacionar os prémios com os lucros do torneio. O US Open deste ano distribuiu um pacote recorde de 108 milhões de dólares aos jogadores.

A disputa, porém, não terminou. Os Grand Slams ainda não aceitaram a meta dos 22% das receitas, e os próprios jogadores deixaram uma salvaguarda: a campanha pública poderá ser retomada caso o novo conselho não produza avanços suficientes.

O acordo transforma, assim, um conflito que chegou a produzir ameaças de boicote e protestos durante os Grand Slams numa negociação institucional permanente — sem retirar aos jogadores a possibilidade de voltarem à pressão pública.

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