Guerra no Irão é acompanhada de onda de desinformação online
Além de conteúdos fabricados, têm circulado rumores virais e vídeos desmentidos.
Siandja De Oliveira
Jornalista estagiária
A proliferação de conteúdos falsos e vídeos manipulados com recurso à inteligência artificial está a influenciar a forma como o público acompanha a guerra no Irão, num cenário em que as redes sociais se tornaram um novo campo de batalha informacional.
Segundo a Euronews, o fenómeno resulta da disseminação massiva de vídeos ‘deepfake’, imagens manipuladas e conteúdos fora de contexto, que circulam rapidamente online e dificultam a distinção entre informação real e fabricada.
Especialistas alertam que a facilidade de acesso a ferramentas de inteligência artificial permite a qualquer utilizador criar conteúdos altamente convincentes em poucos segundos, aumentando o risco de manipulação da opinião pública durante períodos de elevada tensão.
“Imagens e vídeos dramáticos que afirmam mostrar cenas de batalha em tempo real estão a inundar as redes sociais e a induzir milhões em erro”, afirmou Marc Owen Jones, especialista em análise de media, citado pela Euronews.
Além de conteúdos fabricados, têm circulado rumores virais e vídeos desmentidos, incluindo alegações falsas sobre ataques militares e até sobre a morte de líderes políticos, evidenciando o impacto da desinformação no contexto do conflito.
De acordo com analistas, as redes sociais estão a ser utilizadas por diferentes actores para disputar narrativas e influenciar percepções, numa estratégia que vai além do campo militar e procura conquistar apoio público e político.
A rapidez com que a informação se propaga online agrava o problema, uma vez que conteúdos não verificados tendem a preencher o vazio deixado pela demora na divulgação de dados confirmados, especialmente em cenários de guerra.
Este contexto levanta preocupações sobre o impacto da desinformação na compreensão dos acontecimentos e na confiança do público, numa altura em que a tecnologia torna cada vez mais difícil distinguir entre o que é real e o que foi gerado artificialmente.
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