Luanda, Angola
Tecnologia

Hélio Santana: “Continuamos a não tirar pleno partido das infra-estruturas modernas e de alto nível”

O especialista defendeu uma arquitectura tecnológica baseada em sistemas especializados e integrados.

Hélio Santana: “Continuamos a não tirar pleno partido das infra-estruturas modernas e de alto nível”

Foto: DR

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Nilwa António

Jornalista, fotógrafo e editor-chefe

19 ago 2026
5 min de leitura
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O director de Serviços ao Cliente da New Cognito, Hélio Santana, lamentou o facto de Angola continuar a não tirar pleno partido das infra-estruturas tecnológicas modernas e de elevado nível de que dispõe, afirmando ser necessário transformar essa capacidade instalada em utilização efectiva, competências e resultados económicos.

Falando por ocasião da primeira edição do Rota 404 Experience, evento dedicado à tecnologia, carreira e transformação digital, realizada no princípio deste mês, em Luanda, o responsável declarou que o principal desafio já não passa apenas pela construção de infra-estruturas, mas pela capacidade de transformá-las em serviços digitais, maior conectividade e oportunidades para empresas e cidadãos.

Numa abordagem sobre o futuro do trabalho, Hélio Santana realçou que, até 2030, poderão ser criados cerca de 170 milhões de novos postos de trabalho a nível global, enquanto 92 milhões de funções poderão sofrer substituição ou transformação profunda pela evolução tecnológica.

Angola reúne, de acordo com o especialista, condições favoráveis para beneficiar desta transformação graças à sua população jovem, ao crescimento da utilização das tecnologias móveis e ao potencial ainda existente para acelerar a maturidade digital.

Na visão do gestor, há ainda vários obstáculos para o crescimento do ecossistema digital angolano, entre os quais a limitada conectividade de banda larga, os elevados custos de acesso à internet, a escassez de profissionais especializados, a reduzida maturidade digital das organizações e os desafios relacionados com a cibersegurança, apesar das oportunidades.

Ainda assim, Hélio Santana considera que sectores como FinTech, GovTech, EdTech, HealthTech, AgriTech e logística representam oportunidades para o desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras, defendendo igualmente um maior investimento em Centros de Operações de Segurança (SOC), monitorização contínua e protecção de dados.

Durante a sessão, noticiou o site Menos Fios, o interlocutor incentivou estudantes e profissionais do sector tecnológico a apostarem na especialização, sobretudo nas áreas de programação e integração de sistemas.

Defendeu, por outro lado, uma arquitectura tecnológica baseada em sistemas especializados e integrados, em vez de plataformas únicas que concentram todas as funcionalidades, reduzindo assim riscos operacionais e aumentando a resiliência das organizações.

 

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Categoria:Tecnologia

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