Luanda, Angola
Internacional

Irão confirma morte de Ali Khamenei; governo decreta 40 dias de luto no país

Os ataques contra o país provocaram mais de 200 mortos e cerca de 700 feridos.

Irão confirma morte de Ali Khamenei; governo decreta 40 dias de luto no país

Foto: DR

Pa

Paulo Massunda

Jornalista e CEO

1 mar 2026
5 min de leitura
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O governo do Irão confirmou a morte do líder supremo Ali Khamenei, alegadamente na sequência de um ataque coordenado entre os Estados Unidos e Israel, e decretou 40 dias de luto nacional no país.

‎‎A informação foi divulgada pela agência estatal Fars, que publicou um vídeo na rede social X afirmando que o líder supremo da revolução “foi martirizado”, podendo-se ainda ler na mensagem: “Pertencemos a Alá e a Ele retornaremos.”

‎Segundo o relato divulgado pela agência, Khamenei encontrava-se no seu escritório, a desempenhar funções oficiais, quando ocorreu o ataque. A ofensiva é atribuída a uma acção coordenada entre forças norte-americanas e israelitas.

‎‎Num comunicado citado pelo portal brasileiro Metrópoles, a Guarda Revolucionária Islâmica lamentou o falecimento do líder e classificou o ataque como uma “clara violação de todos os princípios religiosos, éticos, legais e consuetudinários”.

‎‎A morte de Khamenei já havia sido mencionada pelo presidente norte-americano, numa publicação na plataforma Truth Social. Na mensagem, Donald Trump afirmou que o líder iraniano era “uma das pessoas mais perversas da história”, acrescentando que a sua morte representaria “justiça para o povo do Irão” e para cidadãos de outros países afectados pelas acções atribuídas ao governante.

‎‎De acordo com a imprensa iraniana, os ataques contra o país provocaram mais de 200 mortos e cerca de 700 feridos. Imagens de satélite, citadas por veículos internacionais, mostrariam a destruição causada pelos bombardeamentos no complexo residencial onde Khamenei vivia.

‎‎Após a ofensiva, o exército iraniano terá respondido com o lançamento de mísseis contra bases militares norte-americanas localizadas nos Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita, Jordânia e Iraque, ampliando o clima de tensão na região.

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