João Fonseca regressa após lesão e Davis Cup coloca-o frente a Wawrinka na despedida do suíço
João Fonseca regressa esta sexta-feira à competição, quase um mês depois de uma lesão abdominal o ter afastado do US Open, para liderar o Brasil frente à Suíça na Davis Cup.
Foto: CBT/Davis Cup
Paulo Massunda
Colaborador
O jovem brasileiro, de 20 anos, abrirá o confronto do Grupo Mundial I contra Dominic Stricker, na Farmasi Arena, no Rio de Janeiro. No sábado, está previsto um encontro especialmente simbólico: Fonseca enfrentará Stan Wawrinka, tricampeão de Grand Slam que disputa a última eliminatória da Davis Cup pela Suíça antes de terminar a carreira profissional no final da temporada. A Davis Cup confirma Brasil–Suíça para 18 e 19 de Setembro.
Fonseca não disputa um encontro oficial desde Agosto. O número um brasileiro sofreu uma lesão abdominal durante a passagem pelo Masters 1000 de Cincinnati, regressou ao Rio de Janeiro para tratamento e acabou por retirar-se do US Open por não estar recuperado.
O regresso, contudo, ainda exige cautela. Na véspera da eliminatória, Fonseca reconheceu que gostaria de chegar ao confronto em melhores condições “fisicamente e mentalmente”. O brasileiro voltou recentemente aos treinos e está disponível para jogar, mas a declaração indica que a recuperação ainda não lhe permitiu atingir o nível competitivo ideal.
Actualmente no 29.º lugar do ranking ATP, Fonseca enfrentará primeiro Stricker, número 262 mundial. O segundo encontro desta sexta-feira colocará Gustavo Heide frente a Wawrinka. No sábado, Orlando Luz e Rafael Matos estão escalados para os pares contra Jakub Paul e Stricker, antes dos dois últimos singulares.
O confronto com Wawrinka acrescenta uma dimensão histórica à eliminatória. Aos 41 anos e já na recta final da carreira, o suíço regressou à selecção para uma última participação na competição que conquistou em 2014, ao lado de Roger Federer. Wawrinka admitiu esperar uma atmosfera particularmente ruidosa no Rio e destacou a paixão dos adeptos brasileiros pela Davis Cup.
Para Fonseca, será também o primeiro duelo da carreira contra Wawrinka. O brasileiro classificou a possibilidade de enfrentar o antigo número três mundial como uma “honra imensa”.
Há ainda uma consequência competitiva importante: quem vencer Brasil–Suíça avança para os Qualifiers da Davis Cup de 2027, mantendo aberto o caminho para disputar o título mundial; o derrotado seguirá para os play-offs.
O regresso de Fonseca transforma assim a eliminatória numa história maior do que o próprio resultado: de um lado, um dos jovens mais promissores do ténis mundial tenta retomar a temporada depois de perder um Grand Slam por lesão; do outro, um campeão de três Majors prepara-se para vestir pela última vez a camisola do país numa competição que marcou a sua carreira.
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