Moçambique: Mais de 6.500 infectados pela cólera desde Setembro
No surto anterior, entre 17 de Outubro de 2024 e 20 de Julho de 2025, tinham sido registados 4.420 infectados.
Foto: DR
Nilwa António
Jornalista & Editor Chefe
Moçambique acabara de registar ontem 97 novos casos de cólera, elevando para 6.510 o total de infectados desde Setembro, com 75 mortos, segundo o último boletim da Direcção Nacional de Saúde Pública (DNSP).
De acordo com o mais recente boletim sobre a evolução da epidemia, que abarca dados de 3 de Setembro a 26 de Fevereiro último, do total de 6.510 casos contabilizados neste período, 2.839 foram registados na província de Nampula, com 35 mortos, e 2.388 em Tete, com 28 óbitos, além de 986 em Cabo Delgado, que totaliza oito mortos.
Em menor proporção, os números indicam 111 casos e um morto na província da Zambézia, 94 casos e dois mortos em Manica, 90 casos e um morto em Sofala, um caso na cidade de Maputo e um igualmente um caso na província de Gaza.
Só nas 24 horas anteriores ao fecho do referido boletim (26 de fevereiro), cofirmaram-se 97 novos casos, com a taxa de letalidade geral nacional a situar-se em 1,2%, tendo sido contabilizadas, no mesmo período, 121 altas, enquanto 104 pessoas se encontram internadas.
No surto anterior, entre 17 de Outubro de 2024 e 20 de Julho de 2025, tinham sido registados 4.420 infectados, dos quais 3.590 em Nampula, e um total de 64 mortos, pelo que o actual já supera o número de doentes e de óbitos em cerca de metade do tempo do anterior.
As autoridades sanitárias moçambicanas assumiram em 19 de Fevereiro que o país enfrenta uma epidemia de cólera, com a doença então já presente em 22 distritos, avançando com uma campanha de vacinação de 3,5 milhões de pessoas, noticiou a Agência Lusa.
Autoridades avançam estar em curso uma campanha de vacinação contra a doença na cidade de Tete e em Moatize, na província de Tete, e nos distritos de Eráti e Nacala Porto, em Nampula.
Novo sistema de água prevê beneficiar até 17 mil pessoas no centro do país
O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, inaugurou um sistema de abastecimento de água que vai beneficiar até 17 mil pessoas no distrito de Muanza, província de Sofala, centro do país, de acordo com um comunicado da Presidência, a que a Lusa teve acesso.
A construção do sistema de abastecimento de água, inaugurada nesse sábado pelo chefe de Estado, custou cerca de 50 milhões de meticais (661 mil euros) e tem capacidade de armazenamento de 150 metros cúbicos em depósito apoiado e 75 metros cúbicos em depósito elevado, com rede de distribuição composta por fontanários e 50 ligações domiciliárias iniciais.
Daniel Chapo garante que, a par desta iniciativa, vai continuar a levar “estradas, energia, centros de saúde, escolas, sistemas de abastecimento de água para os distritos, não só nas vilas, mas nos postos administrativos, às localidades até as povoações”.
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