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Norris pede mudança da regra do Virtual Safety Car após perder vitória em Madrid

Lando Norris pediu à Fórmula 1 uma revisão das regras do Virtual Safety Car depois de perder uma provável vitória no Grande Prémio de Espanha.

Norris pede mudança da regra do Virtual Safety Car após perder vitória em Madrid

Foto: Reuters

Pa

Paulo Massunda

Colaborador

18 set 2026
5 min de leitura
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O campeão mundial partiu da pole position no Madring, resistiu ao ataque inicial de Kimi Antonelli e construiu uma vantagem confortável na liderança. A corrida mudou, porém, quando o Aston Martin de Lance Stroll ficou imobilizado na escapatória da curva 20, obrigando à activação do Virtual Safety Car (VSC).

O momento foi particularmente desfavorável para Norris. O britânico já tinha passado a entrada das boxes quando o VSC foi activado, enquanto Antonelli e Max Verstappen, que vinham atrás, ainda conseguiram entrar e efectuar as respectivas paragens com os carros obrigados a circular a velocidade reduzida.

Quando Norris completou a volta e entrou finalmente nas boxes, o período de VSC estava a terminar. A McLaren sofreu ainda uma paragem lenta, de cerca de sete segundos, e o piloto regressou à pista apenas em quinto. Recuperou posteriormente até ao terceiro lugar, atrás do vencedor Antonelli e de Verstappen.

Norris questiona justiça do sistema

Depois da corrida, Norris deixou claro que aceita o elemento de sorte inerente às neutralizações — já beneficiou delas noutras ocasiões —, mas considera problemático que o instante exacto da activação ou retirada do VSC possa ter uma influência tão grande no resultado.

O piloto da McLaren defendeu que a Fórmula 1 deve analisar soluções que ofereçam condições mais equilibradas aos concorrentes. Entre as possibilidades mencionadas estão fechar temporariamente a entrada das boxes durante o VSC ou criar um mecanismo que garanta aos pilotos uma oportunidade equivalente de efectuar a paragem.

A questão central levantada por Norris não é a utilização do Virtual Safety Car — criado para reduzir rapidamente a velocidade dos carros quando existe perigo na pista —, mas a vantagem estratégica que pode surgir dependendo de onde cada piloto se encontra no circuito no instante da neutralização.

McLaren: não havia alternativa para conservar liderança

Andrea Stella, chefe da McLaren, explicou que a equipa praticamente não tinha uma opção estratégica capaz de preservar a liderança depois de Antonelli e Verstappen beneficiarem do VSC.

Manter Norris em pista significaria continuar com pneus médios usados e obrigá-lo a parar posteriormente em condições normais, perdendo muito mais tempo relativamente aos adversários que já tinham colocado pneus novos durante a neutralização.

Stella considerou que o momento do VSC foi simplesmente extremamente desfavorável: surgiu segundos depois de Norris passar a entrada das boxes e terminou pouco antes de o britânico conseguir efectuar a sua própria paragem.

A velocidade de Norris tornou a situação ainda mais irónica. O britânico tinha construído uma vantagem significativa precisamente porque era o piloto mais rápido em pista.

Até Antonelli reconheceu vantagem circunstancial

O próprio Antonelli reconheceu depois da vitória que Norris tinha sido o piloto mais rápido e considerou que o britânico merecia vencer.

O italiano aproveitou, contudo, a oportunidade regulamentar que surgiu e conquistou a oitava vitória em 14 Grandes Prémios, tornando-se no primeiro vencedor de Fórmula 1 no Madring e aumentando para 81 pontos a vantagem sobre George Russell no campeonato.

Norris, por sua vez, ficou a apenas cinco segundos de Antonelli na chegada, apesar de ter caído para quinto depois da paragem.

Verstappen também admite espaço para discussão

A crítica de Norris encontrou alguma abertura entre os rivais. Max Verstappen reconheceu que o funcionamento do sistema pode ser discutido, embora as neutralizações façam historicamente parte das variáveis imprevisíveis das corridas.

O debate ultrapassou o paddock: nos dias seguintes ao GP de Espanha, analistas também apresentaram propostas para reduzir a influência do momento exacto do VSC sobre as estratégias.

Até agora, porém, não existe uma decisão da FIA que altere o procedimento. O que existe é uma discussão sobre se a regra deve continuar a permitir paragens nas boxes durante o VSC nas condições actuais.

Para Norris, Madrid tornou-se o exemplo mais recente de uma questão antiga da Fórmula 1: como preservar a função de segurança das neutralizações sem permitir que poucos segundos de diferença na sua activação acabem por decidir uma corrida que, até então, estava a ser controlada pelo piloto mais rápido.

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