Sector dos recursos minerais constitui “um dos pilares estruturantes da economia nacional”
Infra-estruturas de transporte e fornecimento de energia são das maiores preocupações dos operadores de rochas ornamentais.
Foto: DR
Nilwa António
Jornalista, fotógrafo e editor-chefe
O ministro dos Recursos Minerais, Petróelo e Gás, Diamantino Azevedo, afirmou ontem, no Lubango, que o sector dos recursos minerais constitui um dos pilares estruturantes da economia nacional, tendo defendido como uma responsabilidade colectiva a criação, desenvolvimento e consolidação de uma indústria mineira forte, competitiva e sustentável.
O governante fez esta declaração durante um encontro de auscultação que manteve com operadores de rochas ornamentais, naquela cidade, no âmbito das Jornadas Técnicas e Científicas alusivas ao Dia do Trabalhador Mineiro Angolano.
Citado no site do ministério, Diamantino Azevedo destacou que o encontro se enquadra na política do Executivo angolano para executar o Programa de Desenvolvimento e Modernização das Actividades Geológico-Mineiras, previsto no Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027.
Sobre o Cadastro Mineiro Digital de Angola (CMA), instrumento técnico destinado à modernização e transparência do sector mineiro nacional, referiu que visa melhorar os canais digitais para interacção célere com investidores, em linha com o Roteiro para a Agenda de Transição Digital da Administração Pública 2022-2027.
Entre as maiores preocupações dos operadores de rochas ornamentais, apontou as infra-estruturas de transporte e o fornecimento de energia, destacando a construção do Pólo de Desenvolvimento de Rochas Ornamentais no Namibe para o aumento a exportação com maior valor agregado, arrecadação das receitas fiscais e criação de mais postos de trabalho.
Por seu turno, o governador Nuno Mahapi Dala sublinhou que a Huíla se afirma como um importante pólo de desenvolvimento mineiro, particularmente no domínio das rochas ornamentais, cujas reservas, qualidade e diversidade conferem à província um papel estratégico no processo de desenvolvimento económico do país.
Para o responsável, o momento de auscultação foi de “elevada importância”, por permitir um diálogo franco e construtivo sobre os desafios e as oportunidades do sector, reforçando as políticas do Executivo.
Nuno Dala partilhou ainda preocupações em relação ao garimpo de ouro. “Refiro-me, em particular, à situação que se vive na localidade de Humpopo, no município do Dongo e noutras localidades onde se registam práticas recorrentes de garimpo em áreas formalmente licenciadas, mas que não se encontram devidamente operacionais.
Segundo o governador, esta realidade cria um vazio que tem sido ocupado por explorações ilegais, com consequências negativas ao nível da arrecadação de receitas para os cofres do Estado e para o desenvolvimento sustentável da nossa terra, asseverou.
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